Mergulhar em naufrágios:
Beleza e História.
Mergulhar
em naufrágios é uma das mais fascinantes
modalidades do mergulho, não só
pela beleza, mas pela história que se esconde
no fundo do mar. Colisões, encalhes, ataques,
torpedos, esses são algumas das causas
de um naufrágio.
No
Estado do Rio de Janeiro existem cerca de 314
naufrágios, segundo dados retirados do
CANAU – Cadastro Nacional de Naufrágios.
Dentre eles, destaca-se o Pinguino, o único
que encontra-se inteiro e que permite penetrações.
É sem dúvidas, o naufrágio
mais visitado do Estado.
Ficha
Técnica
Nome
- Pinguino
Tipo - Graneleiro à diesel
Nacionalidade - Brasil ou Panamá
Carga - 18 Toneladas: cera de carnaúba,
castanha de caju, sisal e café.
Dimensões (m): - 50
Armador - Garimar S/A
Propulsão - Hélice
Material do casco - Aço
O
naufrágio
Data
- 24/06/1967
Motivo - Incêndio
Local - Ilha Grande
UF - RJ
País - BR
Posição - Enseada do Sítio
Forte
GPS - 23° 7' 070" S / 44° 16' 997"
W
Profundidade (m) - 07- 20
Visibilidade (m) - 3 - 15
Estado - Inteiro e desmoronando
História
O
Pinguino navegava a 80 milhas da costa, com destino
a Buenos Aires.
Na
noite de 23/06/1967, uma sexta-feira, começou
um incêndio devido a um curto circuito na
casa de máquinas, motivando defeitos na
bússola e outra avarias, o que fez o navio
retornar a Angra dos Reis.
No
sábado de manhã, o fogo alastrou-se
e tomou proporções alarmantes devido
a carga de cera de carnaúba. O navio encontrava-se
a 800 metros do cais, por trás da Ilha
do Colombo. Solicitou autorização
para atracação no porto de Angra
que foi negada. Houve várias tentativas
de apagar o incêndio, porém sem sucesso.
Com isso, o navio foi rebocado para o abrigo da
enseada do Sítio Forte, na Ilha Grande.
O
incêndio durou 32 horas e causou pânico
na tripulação, fazendo com que alguns
tripulantes pulassem ao mar antes das baleeiras
serem lançadas.
Todos
os tripulantes foram resgatados pelo navio Monte
Castelo, enquanto o rebocador Tritão e
algumas lanchas da Escola Naval também
davam apoio aos trabalhos de resgate.
O
afundamento ocorreu após as 21:25 horas
do dia 26, após flutuar dois dias com inclinação
de cerca de 40º.
Segundo
o Jornal O Fluminense foi aberto um inquérito
policial, pois suspeitava-se que o incêndio
tenha sido provocado para encobrir contrabando,
já que o navio estava fora da rota que
seus documentos indicavam.
Na
Ilha Grande é muito conhecida a história
de que havia uma carga de sandálias de
borracha americanas, que pilhadas do navio, foram
utilizadas pelos ilhéus durante muitos
anos.
Fotos
do naufrágio
Créditos: Leandro do Carmo



